Fêmea de Culex quinquefasciatus sugando sobre a pele humana. Foto: Sandra Nagaki, SP

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Por que tem pernilongo no inverno?

. Todos os estágios de vida de um mosquito reduzem a atividade metabólica no inverno devido, principalmente, à perda de energia causada pela manutenção da temperatura interna do corpo. No entanto, em alguns lugares a degradação ambiental é tanta, que meios aquáticos poluídos e estagnados alcançam níveis de temperatura da água de 25 a 35°C. Isso faz com que as larvas de mosquitos se proliferem de modo ‘aconchegante’ e ‘quentinho’, mesmo em dias de inverno. Quando as larvas se desenvolvem nessas condições, os adultos adquirem gordura no corpo e, consequentemente, maior reserva de energia interna para a sobrevivência no frio. Sob outro aspecto, em algumas regiões onde a amplitude térmica é muito instável, como na região sul do Brasil, a população de mosquitos é adaptada. São variantes moleculares capazes de expressar proteínas com a função de proteger o organismo contra as intempéries do clima. Esse processo é conhecido como ‘resistência’. Em lugares onde o frio é muito intenso, os mosquitos realizam diapausa, como forma de variação genética. Nesse caso, os imaturos se mantêm na natureza no estado de dormência até que ocorra um possível favorecimento do clima para o desenvolvimento dos estágios de vida subsequentes.

3 comentários:

  1. Mirna Pinheiro de Abreu Coelho16 de setembro de 2010 09:18

    Prezada Sirlei, cheguei ao seu blog buscando informações sobre o mosquito Culex. Sou moradora da Vila São Francisco, próximo à Cidade Universitária, e estamos enfrentando uma infestação desse mosquito. Normalmente as pessoas associam mosquitos às chuvas, mas entendo que a estiagem e o calor excepcional desse inverno levaram à proliferação do mosquito no Rio Pinheiros. Pelo que entendi de seu trabalho, a aplicação de veneno no rio não é muito eficaz. Uma funcionária da COVISA me informou que a Prefeitura só faz dedetização em residências contra o Aedes aegypti, e se houver algum caso da doença na região. Gostaria de saber se você sugere alguma forma de combater o Culex. As pessoas tem usado espirais, venenos tipo SBP e até a raquete elétrica, mas todas as noites parece que os mosquitos se renovam, é fácil encontrar 20 mosquitos num dormitório a cada noite! Agradeço desde já qualquer orientação que vc possa nos fornecer. Um abraço, Mirna

    ResponderExcluir
  2. Prezada Mirna, diferente do Ae aegypti, o Culex se prolifera em períodos de estiagem pela capacidade respiratória dos imaturos em sobreviver na água eutrofizada, ou seja, sem oxigênio e com muita matéria orgânica.
    Acredito que as prefeituras daqui não fazem controle do Culex em residências, devido à falta de registros e envolvimento deste em ciclos epidemiológicos de doenças na região. As medidas para o controle do Culex no rio Pinheiros dependem muito de obras de engenharia, no sentido de limpeza da sujeira na superfície e liberação do fluxo ao longo do canal do rio. Ações meramente mecânicas, que recuperariam a oxigenação e o movimento da água, tonando o rio ‘vivo’ novamente. Devido a sua complexidade, essas medidas são demoradas, pois de um lado tem a represa Bilings que abastece a cidade e, por enquanto, não pode receber essas águas e do outro tem o rio Tietê, q levaria a água e, pela falta de uma nascente, o rio Pinheiros poderia secar... Até onde sei, as primeiras medidas que estão sendo tomadas seria a canalização de esgoto nas laterais do rio, para posteriormente o canal ser aberto junto à represa Bilings.
    Para as pessoas que residem próximo às áreas de infestação de Culex, é necessário adaptar as aberturas com telas e também a aplicação de um inseticida com efeito residual, como o K-Othrine ou similares. Desse modo, se o mosquito conseguir entrar, ele fica sem direção pelo efeito repelente das paredes e móveis. Espero ter auxiliado. Um abraço, Sirlei

    ResponderExcluir
  3. para que serve eles caranba

    ResponderExcluir