Fêmea de Culex quinquefasciatus sugando sobre a pele humana. Foto: Sandra Nagaki, SP

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Armadilhas luminosas não funcionam para o mosquito da dengue e são antiecológicas



O que acontece no corpinho
Ao longo da evolução os mosquitos desenvolveram um determinado comportamento e uma sensibilidade tal que permite a eles o direcionamento até as fontes de alimento ou a alguns alvos específicos a fim de realizarem as suas atividades fisiológicas e ecológicas. Essas fontes podem ser o néctar que corre no sistema venoso das plantas ou o sangue de animais, incluindo o homem. Os mosquitos também são atraídos para fontes de água para alimentação ou para pôr ovos no caso das fêmeas. Nas antenas e no aparelho bucal dos mosquitos têm receptores que reconhecem determinados sinais emitidos por cada um desses alvos. Esses sinalizadores podem ser hormônios, voláteis de substâncias açucaradas, gases emitidos ou partículas de calor.

As armadilhas com luz
No caso das armadilhas luminosas o principal atrativo é uma luz branca ou de determinada cor como o azul chamado de luz escura ou raios de luz de diferentes comprimentos de ondas como o ultravioleta. Esse tipo de atração é válido para alguns insetos de comportamento oportunista, mas não para mosquitos que têm a sinalização dos seus alvos de modo peculiar e variado. 

A questão da ecologia 
Por isso, as armadilhas luminosas não são tão atrativas para mosquitos, mas atraem e sacrificam uma variedade de insetos importantes ecologicamente. Pois muitos deles são predadores e polinizadores e também servem de presa para uma variedade de aves, anfíbios e peixes.

Coisas de mosquitos 
Os mosquitos têm olhos compostos e se direcionam melhor para locais com pouca ou nenhuma luz, pois alvos muito reflexivos confundem a sua visão. É claro que os alvos coloridos facilitam a sua visão e direção, pois emitem espectros de luz seletivos e comprimentos de ondas mais estreitos, sem muita refletividade. Contudo, isso não significa que os mosquitos sejam atraídos para fontes de luz coloridas como o azul, amarelo ou verde, uma vez que eles se direcionam para um determinado alvo por uma série inimaginável de outros fatores.

domingo, 13 de março de 2016

Dicas para manter o Aedes aegypti longe da sua casa :-)

Evite a proliferação do Aedes aegypti ao redor da sua casa com as seguintes medidas

1. Evitar água parada.
2. Sempre que possível, esvaziar e escovar as paredes internas de recipientes que acumulam água.
3. Manter totalmente fechadas cisternas, caixas d'água e reservatórios provisórios tais como tambores e barris.
4. Furar pneus e guardá-los em locais protegidos das chuvas.
5. Guardar latas e garrafas emborcadas para não reter água.
6. Limpar periodicamente, calhas de telhados, marquises e rebaixos de banheiros e cozinhas, não permitindo o acúmulo de água.
7. Jogar quinzenalmente desinfetante nos ralos externos das edificações e nos internos pouco utilizados.
8. Drenar terrenos onde ocorra formação de poças.
9. Não acumular latas, pneus e garrafas.
10. Encher com areia ou pó de pedra poços desativados ou depressões de terreno.
11. Manter fossas sépticas em perfeito estado de conservação e funcionamento.
12. Colocar peixes barrigudinhos em charcos, lagoa ou água que não possa ser drenada.
13. Não despejar lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos, mantendo-os desobstruídos.
14. Manter permanentemente secos, subsolos e garagens.
15. Não cultivar plantas aquáticas.

Medidas Preventivas para o Controle de Mosquitos
Fonte: CVS 09 de 16 de novembro de 2001

segunda-feira, 7 de março de 2016

Ações de controle do Aedes aegypti com o uso de armadilhas em instituições de ensino, comunidades e condomínios

Com a veiculação de novos agentes de doenças transmitidos por mosquitos, venho recebendo alguns emails de professores, diretores de escolas e de líderes comunitários e educacionais. Assim, descrevo abaixo um desses emails, que é de um professor, e na sequência coloco as minhas considerações sobre o assunto.
Boa leitura! Sirlei 
Prezada Sirlei. Estou incentivando as crianças de uma escola no bairro a fazer ações contra o mosquito Aedes aegypti. Li o seu blog e algumas outras informações, e este vídeo (abaixo) me pareceu ser o mais recomendado a se fazer para confecção de uma armadilha, desde que as crianças assumam as responsabilidades e pratiquem as demais ações recomendadas. Minha dúvida, a princípio, seria o que exatamente colocar na água para atrair mais mosquitos. Se já existe algum produto de eficiência comprovada, e se existe algo que possa ser produzido sem problemas. Também se somente a orientação de um professor é o suficiente. Marcos
 

Prezado Marcos. Muito obrigada pelo contato, e parabéns pelo interesse em participar no controle do Aedes. Sabemos que um controle só é efetivo quando todos os criadouros potenciais, incluindo o abrigo dos mosquitos como o mato, por exemplo, são eliminados ao longo de uma determinada área. Porém, numa alta infestação, como a que vem ocorrendo no nosso país, e na retirada abrupta dos criadouros, as fêmeas tendem a procurar novas paragens para pôr os seus ovos, como resposta da ativação dos mecanismos alternativos de sobrevivência da espécie. Nesse caso, o uso de uma armadilha serve tanto como opção para a postura das fêmeas como para o monitoramento dos mosquitos, a fim de verificar se a população está realmente sendo reduzida na área em questão. Assim como, a armadilha serve para suprimir a população de mosquitos, ou seja, as proles vão sendo eliminadas aos poucos, sem o uso indiscriminado de inseticidas. 

Sobre a armadilha com pet do video, eu vejo que o protótipo tem a vantagem de ser produzido facilmente com baixo ou nenhum custo. Além de realmente prender os mosquitos. Contudo, há algumas limitações como o

terça-feira, 1 de março de 2016

Carta de um morador preocupado com o Aedes aegypti em sua cidade


RECEBI UM EMAIL DO SR VALDIR, O QUAL ESTÁ PREOCUPADO COM OS MOSQUITOS EM SUA CIDADE. AQUI, EU COLOCO A MINHA OPINIÃO SOBRE AS POSSIVEIS CAUSAS DO AUMENTO DO AEDES AEGYPTI NAS CIDADES E ALGUMAS SUGESTÕES PARA UM CONTROLE MAIS EFETIVO DESSA POPULAÇÃO DE VETORES.
                                                      
Valdir Oliveira de Teófilo Otoni MG 

Prezada Dra. Sirlei Morais, 

Já nos comunicamos outras vezes, e sempre procuro me atualizar com novidades no seu blog. Passa ano e vem ano, o mosquito nunca some aqui de casa. De noite, as muriçocas "inofensivas". De dia, o terrível que veio do Egito. Os terríveis atacam entre 16h e 20h, e entre 6h e 9h. Não provei se atacam no alto da noite. As muriçocas começam a ronda por volta das 21h. Acho que as espécies se encontram entre 20h e 21h, para a troca de ronda. Aqui vale a regra: aonde tem muriçoca, tem Aedes. Se tem isso tudo, há um antigo berçário deles bem pertinho daqui. E entenda uma coisa, quando falo que tem mosquitos, é que tem muitos. São fáceis de ver. Sugam o nosso sangue e nem se preocupam em voar quando a gente balança o corpo. Domesticaram. O curioso é que na minha casa, sem descartar nenhuma possibilidade de ter, visivelmente, não há sinais de ter focos, mas tem terrenos vazios ao redor. Mais curioso ainda é que há anos o pessoal da "Sucam" passa pela região, e sempre dão laudo de que não encontrou foco. Então, no momento, antes de escurecer, fico ao redor da minha casa tentando achar de onde os terríveis vêm voando, mas por enquanto sem sucesso. Eu acho que há um berçário principal nas redondezas. Como a minha rua é uma ladeira, há casas acima do nível da minha, então, podem vir por cima. Também, estou fazendo uma tela em forma de alçapão (coisa da roça) para colocar na boca do ralo das águas pluviais aqui de casa, para eliminar qualquer possibilidade de ter foco dentro de casa. Com o alçapão, imagino que os "bichinhos" vão ficar presos ao deixar a vida anfíbia. E sabe quem mais veio para a festa? Os flebótomos. Estão dizimando os cachorros da cidade. Mas, isso é outra história. Escrevo apenas para relatar, e quem sabe obter alguma ideia de como localizar os berçários, ajudando a "Sucam". Muito obrigado pelos diálogos. 

Prezado Sr Valdir, agradeço a sua contribuição para este canal de comunicação on line. 

Algumas características do local contribuem para a presença de mosquitos: Eu pesquisei sobre sua cidade, Teófilo Otoni, e constatei que é rota de viajantes do Sul para o Nordeste e rota para as belas e disputadas praias do Sul da Bahia pela BR418. É ainda cortada pela BR116, como rota de caminhões que levam mercadorias para o Nordeste. Esse fluxo de mercadorias e pessoas eleva a cidade como local de alto risco para a entrada de mosquitos e agentes de doenças. Somado a isto, existem outros fatores preponderantes para a proliferação dos mosquitos, como o clima quente o ano todo, umidade, chuva, e ainda a cidade ser cercada pela mata atlântica e esta pressionada pelo desmatamento. O senhor mesmo me passou outras características da cidade que também contribuem,  como o fato desta ter baixa altitude e ser montanhosa. Pois, com a chuva, a lama escorre das construções nos morros, entupindo a rede pluvial na parte baixa da cidade. A lama e a água secam na superfície, podendo a água ficar represada dentro da rede pluvial subterrânea. O rio que corta a cidade é poluído pelo esgoto residencial. Em alguns bairros periféricos há pequenos córregos que

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uso de aromatizadores para repelir mosquitos



Com a onda de novas transmissões de agentes de doenças pelo mosquito exótico e já instalado no Brasil, o Aedes aegypti, descrevo aqui algumas sugestões para espantá-lo do ambiente interno da casa ou do local de trabalho, utilizando produtos naturais, de fácil acesso.
Uma dica é o uso de aromatizadores de ambiente de louça. Esses aparelhinhos (alguns aquecidos à vela e outros com tomada) e também as essências são encontrados geralmente em lojas de artigos místicos, de produtos de aromaterapia ou mesmo pela internet.
Essa louça, ao aquecer, volatiza a substância líquida colocada em seu interior. E, dependendo do aroma que é espalhado no ambiente, os mosquitos sentem certa irritação nas vias respiratórias e batem em retirada. Muitas vezes, estes nem chegam a adentrar o ambiente. E quando entram, têm as suas atividades reduzidas pela perda de direção.

Os mosquitos são repelidos pelos mais diversos voláteis aromáticos, principalmente os similares do eucalipto. Porém, muitos desses possuem odor forte e podem provocar dor de cabeça ou irritação alérgica nas pessoas. Mas pode-se escolher o aroma de preferência dentre uma lista de opções. 

Este da foto contém alguns grãos de cravo-da-índia com um pouco de água. Ao secar, tanto a água quanto o produto podem ser recolocados, durando cerca de duas horas. O produto liberado pelo cravo produz um cheiro agradável no ambiente e não é forte. Esse aroma costuma espantar também outros bichinhos inconvenientes como a formiga, por exemplo. Aqui, o princípio ativo do cravo é o eugenol, um composto aromático altamente volátil. Essa substãncia também está presente na canela, sassafrás e mirra. O conjunto de substâncias presente no cravo possui ainda efeitos antiinflamatórios, anestésicos e cicatrizantes. 

Outras opções seriam citronela, capim cidreira, eucalipto e manjericão. Esses últimos possuem um odor forte, mas em compensação espantam com mais intensidade. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Conversando sobre mosquitos



Com a introdução e expansão no Brasil de agentes de doenças transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como os vírus Zika e Chikungunya, recebi algumas perguntas de leitores e posto aqui as respostas. Juntamente, faço análise de novos procedimentos contra a dengue e detalho outras questões a respeito da proliferação dos mosquitos nas cidades e no ambiente rural. 



Se você tiver alguma questão sobre este assunto, poderá me enviar um e-mail no endereço: marinamald@hotmail.com 

Boa leitura!

- Quais os métodos mais eficientes de combate ao mosquito da dengue?
Para o controle de mosquitos em geral, a inclusão de métodos baseados no Manejo Integrado de Pragas é sempre a melhor opção. Pois estes abrangem um conjunto de ações que leva em consideração as integrações existentes entre o meio ambiente, os animais e o homem, buscando um equilíbrio real ao longo desta convivência.
-Você concorda com o uso de outros animais para o combate a dengue? Quais animais podem ser usados?
Na natureza, os insetos tem um papel importante dentro da cadeia alimentar. Eles servem de alimento para uma infinidade de organismos como os pássaros, por exemplo, que comem os mosquitos adultos. Os peixes se alimentam das larvas quando essas são aquáticas. Também as libélulas são importantes predadoras. Mas esse ciclo ocorre em ambiente silvestre e equilibrado com águas correntes ou paradas, porém oxigenadas. No meio urbano e rural este ciclo se rompe em vários pontos, e alguns organismos como os mosquitos se proliferam desordenadamente, pois não há a presença dos seus predadores naturais. Avalia-se que a inserção proposital de organismos predadores num ambiente desequilibrado poderia representar apenas mais um problema. Haja vista que os predadores dos predadores de mosquitos não poderiam ser inseridos juntamente com esses.   
- No Rio de Janeiro, a prefeitura começou a utilizar peixes para comer as larvas do mosquitos. Essa medida é eficaz? 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Repelentes não contêm veneno, mas podem desencadear alergias

Fonte: belezaedermatologia.com
Atualmente, os princípios ativos mais utilizados na produção de repelentes para mosquitos são o DEET (Dietiltoluamida - Bayer), o IR3535 (conjunto de substâncias - Merk) e a Icaridina (picarin). Essas substâncias são sintéticas, ou seja, são produzidas em laboratório e suas fórmulas imitam moléculas da natureza.
Esses compostos não são venenos para mosquitos. E o seu modo de ação é pela volatilidade. Quando o produto é passado na pele, o calor emanado pelo corpo faz com que este seja volatilizado, formando uma nuvem ao redor. Os mosquitos, por sua vez, ao entrarem em contato com as moléculas voláteis carregando a substância alvo, têm o seu sistema olfativo ativado por meio de proteínas de ligação e receptores específicos. Esse mecanismo provoca uma cascata de reações que, por um motivo ou outro, sinalizam ao mosquito a hora de bater em retirada, fazendo com que sejam repelidos. Por outro lado, como esses compostos são sintéticos, o uso constante na pele deve ser feito com cautela devido à possibilidade de ocorrer reações de hipersensibilidade principalmente em pessoas com pré-disposição genética.

Alguns produtos repelentes usam óleos essenciais de plantas como princípio ativo. Os óleos são substâncias aromáticas e voláteis capazes de espantar várias espécies de insetos. Esses compostos estão presentes nas plantas também com esse papel de repelir insetos indesejáveis e pragas agrícolas. Por serem moléculas de alto peso molecular e com um odor forte, o uso prolongado dos óleos essenciais pode provocar uma série de reações indejáveis tanto na pele como no sistema olfatório dos seres humanos.        

sábado, 12 de dezembro de 2015

Reportagem na Revista Bebê.com.br da editora Abril


Excelente reportagem sobre os cuidados e proteção contra as picadas de mosquitos em grávidas e crianças na Revista on line Bebê.com.br. Eu participo como consultora nesta matéria.

Link para a matéria:  
Dossiê: como proteger grávidas e crianças contra mosquitos no verão

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Como os repelentes funcionam?


Os mosquitos são atraídos pelo calor e pelos odores liberados do corpo da pessoa. Esses odores são sinalizados pelos receptores químicos olfativos do mosquito, localizados principalmente nas antenas. Os repelentes atuam bloqueando a atividade desses receptores, confundindo a percepção do mosquito para um determinado alvo. As Substâncias aromáticas são capazes de repelir os mosquitos, principalmente por causarem esses efeitos de bloqueio na sensibilidade olfativa. Como no caso dos componentes aromáticos da planta citronela, eucalipto, cravo, entre outros. Os mosquitos também se afastam de derivados de álcool na pele.

Uma dica para afastar os mosquitos é colocar o aparelho elétrico com pastilhas ou liquido repelente. Os mosquitos podem nem entrar no ambiente e, os que entram, ficam sem direção para a alimentação de sangue, por causa do cheiro do volátil disperso no ar.   (Imagem: https://escreverpraque.wordpress.com/2011/02)    

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mosquitos e plantas se comunicam por substâncias voláteis

São vários os voláteis liberados pelas plantas. E muitos deles encontram receptores nos mosquitos tanto para atração pela busca de alimento e consequente polinização como para a repelência destes. Este último serve de mecanismo de defesa da planta contra insetos nocivos. Vemos que a natureza lida bem com os mosquitos, nós humanos nem tanto...rsrs

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Protegendo a sua casa contra o mosquito da Dengue

Esse spray é uma boa novidade no controle da Dengue. Pois a sua aplicação nas paredes e móveis repele o tão temido Aedes aegypti.

De aplicação fácil, ajuda a manter o ambiente livre dos bichinhos 'indesejáveis'. Lembre-se de manter os outros cuidados contra os mosquitos, pois somente um conjunto de ações é realmente eficaz para combatê-los.

Para comprar o produto poderá acessar este site e entrar em contato com o Peter da Mosquifim, que comercializa essa novidade no Brasil.  







sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pernilongos em destaque na revista Estar Bem

A revista ESTAR BEM do grupo de farmácias Angeloni publicou uma matéria sobre os cuidados que devemos ter para evitar as picadas dos mosquitos. O texto faz uma abordagem inédita sobre as 'preferências' atrativas dos mosquitos e a ação dos repelentes químicos e naturais na pele humana. A matéria com o título 'Os mosquitos me amam' teve a minha contribuição. O texto está nas págs 44 e 45 (link), na íntegra neste poster e aqui.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Reportagem na revista Veja São Paulo

A matéria da revista Veja São Paulo com o titulo 'Invasão de pernilongos faz até mercado oferecer repelente a clientes' ganhou destaque na midia no período de estiagem na cidade de São Paulo. Moradores questionam: como pode os pernilongos proliferarem em períodos de pouca chuva?

Foi nessa onda que o repórter da revista Veja Marcus Oliveira entrou em contato comigo a fim de explorar este impasse. A matéria esclarece que o rio Pinheiros que corta a cidade de São Paulo é um importante criadouro e, em períodos de estiagem, as suas águas ficam quentes e sem movimento. Essa condição favorece o desenvolvimento das larvas do mosquito Culex quinquefasciatus, o tão temido pernilongo dos centros urbanos.

sábado, 8 de novembro de 2014

E a saga do rio Pinheiros continua

Chega o verão e o zum zum zum retorna na forma de nuvens de pernilongos às margens do rio Pinheiros em São Paulo. Quando tem estiagem a proliferação aumenta. Triste é ver os órgãos públicos jogando uns nas costas dos outros. Enquanto isso, a população aguenta os bichanos atacando e picando nas estações de trem e nos pontos de ônibus. Veja a matéria Pernilongos invadem a região do jornal Gazeta de Pinheiros onde há uma citação minha sobre os mosquitos e as invasões no verão.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Poster com curiosidades sobre o pernilongo



Poster didático com curiosidades sobre o Culex quinquefasciatus produzido por mim e ilustrado pelo artista gráfico Marcos Brescovici. Para visualizar em tela cheia clique em cima da imagem. Após abrir, poderá clicar no direito e salvar como jpg

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Conversando sobre Dengue

Com as recentes epidemias de Dengue, recebi várias perguntas de pessoas com dúvidas sobre a doença. Publico aqui algumas respostas: 


1. Geralmente, a população é alertada para tomar cuidado com vasos e caixa d’água, mas pouco se fala da questão do lixo e do descarte irregular. Em qual medida o cuidado com o lixo é importante para prevenir a transmissão da doença?

R. As larvas do Aedes aegypti se desenvolvem em água limpa e parada, mantendo-se nessas condições por pelo menos sete dias. Por isso, há a necessidade de eliminação de todo e qualquer recipiente que acumule água, principalmente a que é acumulada após as chuvas de verão, porque nessa época tanto o clima como a temperatura da água é ideal para o desenvolvimento das fases imaturas do mosquito.Um fator importante na ecologia do Aedes é que os seus ovos não são aquáticos, podendo se conservar viáveis até 450 dias mesmo em locais secos, precisando da água apenas para eclodir e desenvolver as fases da larva até o adulto. Essa condição favorece a chamada ‘dispersão passiva’, onde os ovos ficam aderidos em pneus, recipientes a céu aberto e lixo em geral, sendo esses movidos de um lugar para outro. Esse movimento pode ser dentro da mesma cidade ou em cidades vizinhas pelo vai e vem diário no transporte de cargas, dos pneus dos caminhões, assim como durante as atividades de descarte, recolhimento, acondicionamento e destino do lixo. Para prevenir esse tipo de dispersão, esses materiais devem ser monitorados de acordo com as normas sanitárias vigentes para a coleta e destino adequado do lixo e também o controle sanitário de vetores dos veículos de transporte e cargas em geral.  

domingo, 20 de abril de 2014

A Dengue se alastra na grande São Paulo


A edição 141 do jornal Folha Noroeste publicada na segunda quinzena de Abril/14 aborda de maneira clara e didática a situação da Dengue na zona Noroeste da cidade de São Paulo. O texto relata também alguns aspectos da expansão dessa epidemia na região e a questão do lixo. A matéria foi escrita pelo jornalista Caio Colagrande e teve a minha participação como consultora técnica.

Veja a matéria na íntegra  clicando aqui

quinta-feira, 27 de março de 2014

Dicas para manter o mosquito da dengue Aedes aegypti bem longe da casa e da sua família



Foto Wikipedia
Há muito tempo que a comunidade científica descobriu que algumas substâncias específicas, contendo ou não moléculas aromáticas, sensibilizam os mecanismos olfativos dos mosquitos pela ação dos quimioreceptores, presentes principalmente nas antenas. Dentro do raio de ação dessas substâncias que são voláteis, os pequenos bichanos ficam confundidos e sem direção. Não conseguindo ‘farejar’ o alimento - o sangue dos animais ou o açúcar presente nas plantas – estes dão meia volta, batendo em retirada. 

Isso também acontece com a gente. Na presença de alguns aromas ficamos inebriados, sem direção e alguns até mexem com as nossas emoções. Tudo depende da resposta que os receptores celulares olfativos emitem para tal e tal aroma....

Contudo, a maioria das substâncias capazes de ‘repelir’ os mosquitos são sintéticas e tóxicas como o DEET ou possuem aquele cheiro básico de eucalipto, como as que estão presentes na composição da famosa planta citronela ou nas folhas do eucalipto. Sabemos que a exposição constante a estas moléculas, que são circulares e de alto peso molecular, pode desencadear processos alérgicos ou até mesmo uma leve tontura ou dorzinha de cabeça. Isso por causa da dispersão no ambiente das moléculas voláteis (cheiro) do composto e a reação em cadeia iniciada pelo contato, muitas vezes agressivo, destas moléculas com os sensores olfativos presentes nas células do nosso corpo. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Revista SAUDE é vital da editora Abril

A revista SAÚDE é vital da Editora Abril de Fev/14 publicou uma matéria com seis páginas sobre o pernilongo, na qual eu participo como consultora.
Os autores são: André Biernath (texto), Fernanda Didini (design) e Erika Onodera (ilustrações).
O texto, que tem como título 'Por que o pernilongo é tão irritante?', aborda de maneira prática e didática questões como a biologia do mosquito, aspectos da proliferação, mecanismos da coceira na pele após as picadas, os cuidados que devemos ter e também o controle deste nas cidades.
Veja o texto na íntegra clicando aqui   

sábado, 25 de janeiro de 2014

O Fim da Picada

A matéria publicada no jornal Gazeta do Povo no dia 17-01, feita por Fernanda Trisotto, traz uma abordagem interessante sobre alguns insetos incômodos no verão em áreas urbanas, rurais e litorâneas. O texto inclui as moscas conhecidas como mutucas ou butucas, borrachudos e pernilongos. A parte de entomologia foi assessorada por mim e pelo biólogo Rafael Cedro.

Veja a matéria na integra clicando aqui

De modo inédito, o texto também aborda a importância ecológica desses pequenos seres na natureza!


O texto teve algumas erratas que estão sendo corrigidas e descritas por mim aqui: 
“Ficar doce” pode ser um perigo...alguns odores doces acabam atraindo os insetos, principalmente as moscas. “Se a pessoa usa muito perfume, spray de cabelo, acaba atraindo alguns tipos de insetos”, fala. (o perfume não atrai mosquitos, pelo contrário, alguns deles repelem).  Resistir à coceira é o maior desafio...A pele embolotada é o resultado da defesa do próprio organismo, que reage à picada e aos compostos da saliva do mosquito. Durante a picada, o mosquito libera proteínas e anticoagulantes... Infográfico: Conhecendo os inimigos/Pernilongos (mosquitos) Pertencem a família Culicidae